O Departamento de Educação dos Estados Unidos está promovendo um grande debate sobre o financiamento da educação superior. O Departamento pretende, entre outras ações, diminuir o financiamento em carreiras de baixa empregabilidade, criar mecanismos que evitem o endividamento dos estudantes e de suas famílias e evitar que as IES privadas com fins lucrativos sejam beneficiadas em função dos recursos financeiros que recebem do governo federal.

A organização “The Education Trust” publicou o relatório “Subprime opportunity: unfulfilled promise of for-profit colleges and universities”, que gerou reações das organizações privadas.

O Boston College tem um Instituto para a Administração de Educação Superior Católica. O objetivo é formar administradores para as IES católicas. O Instituto tem como diretor o prof. Michael James, que presidiu a associação das universidades católicas dos Estados Unidos.

No Brasil, não há uma organização com a finalidade de formar administradores de IES católicas. A formação de líderes para as IES católicas é vital para essas instituições, pois o perfil de liderança é diferente quando comparamos com uma instituição pública federal ou de iniciativa privada. Não basta o líder ser um bom gestor, ele precisa ter o compromisso com a realização da missão e com a manutenção da identidade institucional.

Quarta, 01 Dezembro 2010 14:40

Gestão de IES Católicas

No Brasil, há poucos estudos sobre gestão da educação superior. No caso da gestão de IES católicas, o problema é ainda maior. Sabemos que nos últimos anos um conjunto de IES católicas passou por crise financeira em função do rápido avanço do mercado universitário, da carência de líderes com capacidade de fazer a gestão e pela dificuldade de entender que o sistema de educação superior exige mudanças que muitos não foram capazes de perceber.

A competitividade das universidades passou a ser algo estratégico para os países que perceberam que precisam de universidades competitivas, atrair os melhores talentos (professores e alunos), produzir conhecimento e ser uma instituição internacional. A opção de investir em um conjunto de universidades de classe mundial é de países asiáticos. Na Europa, as reformas da educação superior procuram tornar as universidades mais competitivas. Enquanto isso, no Brasil temos duas universidades do Estado de São Paulo (USP e Unicamp) que se destacam no cenário mundial, mas que ocupam posições secundárias nos rankings internacionais. O Brasil precisa de universidades que possam ser competitivas no cenário internacional.

De modo geral, os gestores das instituições de educação superior (IES) atuam mais como concorrentes do que como parceiros com vontade política de estabelecerem acordos de colaboração.

Já as associações e sindicatos que representam o setor da educação superior de iniciativa privada atuam como defensores dos interesses políticos, como agentes de orientação e de elaboração de estudos de cenários e de boas práticas de gestão acadêmica e administrativa. Além disso, funcionam como promotoras da agenda positiva para o setor de debates e manifestações públicas em defesa da iniciativa privada.

O sistema de educação superior no Brasil cresceu na década de 1990 em média de 5,6%. Já na primeira década do século XXI o crescimento está em torno de 8,3%. Atualmente, o Brasil tem 5.818.017 estudantes na educação superior, no ensino presencial, a distância e tecnológico. No Plano Nacional de Educação, instituído em 2001, a meta era atingir 30% dos estudantes matriculados no ensino superior, já que o indicador atual está em 13,7%. Para atingir a meta, o Brasil deveria ter atualmente em torno de 7.500.000 estudantes na educação superior.

Quinta, 05 Agosto 2010 14:00

Seminário Internacional: Paris e Londres

O curso de Gestão Universitária do Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UNISAL) promoverá dois seminários internacionais: um em Paris, nos dias 11 e 12 de outubro, e outro em Londres, nos dias 14 e 15. Será o quinto seminário promovido pelo UNISAL. O objetivo é formar e capacitar gestores universitários em uma perspectiva global.

A dinâmica da educação superior é cada vez mais global, os processos de cooperação entre IES avançam, novas alternativas se abrem para as instituições que estão dispostas a atuar em um ambiente global. Os gestores que querem atuar no ambiente competitivo precisam conhecer as melhores experiências internacionais e os sistemas de educação superiores mais competitivos.

A expansão da educação superior enfrenta vários desafios que vão da necessidade de ampliação do financiamento e o acesso de novos setores da sociedade na educação superior à necessidade de formar líderes capazes de fazer a gestão de IES em um ambiente em que a competitividade é cada vez mais intensa. A dinâmica da educação superior no século XXI exige um novo perfil de gestor, exige visão sistêmica dos gestores universitários, requer capacidade de atuação em setores acadêmicos e administrativos.
O UNISAL elaborou um curso que tem como diferencial o corpo docente, pois todos os docentes atuam na educação superior e conseguem conciliar formação teórica com a prática e a organização dos módulos do curso, e os temas abordados permitem uma formação sistêmica e contemporânea do gestor universitário.

A Conferência Nacional de Educação Superior reuniu-se em Brasília entre os dias 28 de março e 1 de abril. O objetivo foi apresentar um conjunto de propostas para compor o Plano Nacional de Educação (2011-2020). Participaram aproximadamente 40 organizações que, de modo geral, estão alinhadas às diretrizes do MEC. A iniciativa privada não participou, mesmo representando 75% das matriculas. Dificilmente um Plano terá sucesso se as associações representativas do setor educacional não participarem dos processos que definem as diretrizes educacionais. Novamente o MEC erra em sua estratégia ao financiar uma conferência em que os interesses políticos e as propostas anti iniciativa privada predominaram.

Seminário Internacional: Novas dinâmicas da educação superior

O UNISAL, a Faculdade de Roseira e o SEMESP promoveram entre os dias 6 e 7 de abril o seminário internacional “Novas dinâmicas da educação superior: empregabilidade, empreendedorismo, competitividade e inovação”. O seminário contou com a participação dos norte-anericanos Liz Reisberg, do Boston College, Tatiana Melguzio e Jonathan Mathis, da Universidade do Sul da Califórnia, dos espanhóis José Joaquin Mira e José Maria Gras da Universidade Miguel Hernadez, e do chileno kiyoshi Mandiola, da Universidade San Sebastian.

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